Um espaço pra dar uma viajada com as palavras, imagens e idéias, ensinamentos...
quarta-feira, 6 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Poemas de Orumila
'Ninguém
pode ser o suficientemente hábil para recolher água com sua propia
roupa; nada pode ser o suficientemente inteligente para contar areias da
terra; nenhum sábio pode ser tao vasto em provérbios, para revelar seus
próprios secretos em parábolas.
OLOGBON MEYI'
Otura
meyi diz que o poder da falsidade é transitório e efêmero e que a
verdade, ainda que lenta e débil vence a falsidade no fim.
No importa quão poderosa seja a maldade; a retidão a vence a maldade no final.
Awo di Orumila Ifá Obá Towa
Jefferson Oliveira
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Verdade... simplesmente a verdade!
Peço a todo momento que a verdade apareça e envergonhe
aqueles que aparecem como verdadeiros papagaios de piratas, apoiados em ombros
de aparentemente conhecedores de Orumila,
com seus lindos certificados expostos, passeando por povoados africanos,
com suas maquinas fotográficas, fazendo poses em um grande turismo!
Peço que a verdade apareça,
e envergonhe aqueles senhores que praticam o famoso CTRL C E CTRL V, em
sagrados, divulgando deturpadamente partes de um todo, confundindo mentes
desconhecedoras.
Peço que a verdade apareça e envergonhe aqueles sacerdotes
que manipulam situações, fazendo o sacerdócio de venda de guerreiros, fazendo
do sacerdócio um verdadeiro comércio deslavado e vergonhoso.
Peço que a verdade apareça e envergonhe aqueles que praticam
verdadeiros "puxadinhos religiosos", misturando práticas heterogêneas,
fazendo uma espécie de “umbadombléfá” para tentar satisfazer a grande maioria e
conseguir mais ” clientes”. Quem fica em cima do muro, uma hora toma uma
pedrada e cai.
Raízes fortes suportam árvores grandes e frondosas. Devem ser cultuadas com respeito, entendida
na essência e não ser “adaptadas” de maneira fútil, onde a conveniência momentânea
determina e norteia a fé.
Ainda falo que as cabeças que procuram esse tipo de gente, é
porque merecem. Considero como anomalias, algumas práticas que arrepiam meus últimos
fios de cabelo. Mas a seleção natural ocorre a cada momento, pois a velocidade
que coloca esse tipo de gente em tronos enfeitados é a mesma velocidade que os
derruba com a face no chão. Lugar de Babalawo é com seus apetrechos sagrados
sentado na esteira atefando, jogando opelé e estabelecendo para cada consulente
e/ou afilhados, modos, formas, estratégias para que a verdade daquela pessoa
seja alcançada de maneira segura, estruturada. Babalawo não é rei… Babalawo é peregrino…
Babalawô é apenas uma ferramenta utilizada por Orumila para dizer a verdade a
cada momento. Que desocupem o Trono já!
Os nomes dos nossos antigos devem ser respeitados e não utilizados
por alguns desavisados como uma espécie de fiança desmedida. Eles fizeram sua historia e cabe a nós agora,
honrar estes senhores e fazer a nossa. Devem ser lembrados em nossa “mojubas”
com respeito e não ser meros fiadores daqueles que fazem da nossa religião esse
comercio vergonhoso que vivenciamos a cada dia. Nós, que peregrinamos até o
Igbodu ifá, passamos pelos sacrifícios e por todas as cerimonias, devemos
honra-las a cada minuto antes de utilizar de inverdades e adaptações para
satisfazer vontades alheias. Não há mais
espaço para mídias que deturpam, não há mais espaço para adaptações, não há
mais espaço para meias verdades.
Que caia a demagogia imediatamente, sob pena de sermos mais
uma vez sacrificados por representar de forma ilusória, com base porosa a
história da nossa religião.
Awo di Orumila Ifá Obá Towa!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Babalawos…
Na lógica da Religião Yorùbá, Olódùnmarè, nosso Deus maior, onipotente e onipresente dentro de sua imensa sabedoria quando criou o homem à sua semelhança e perfeição e determinou sua vida na terra, nos deixou também uma forma para que pudéssemos conhecer a trajetória de nosso destino e desta forma minimizar nosso sofrimento, enquanto seres que desconectados do EU Divino, sozinhos, não temos noção de nossas vidas, nem para onde ir, nem o que fazer diante das inúmeras situações que nos deparamos em nosso dia a dia.
Esta bússola que nos conduz a ir em direção daquilo que é o melhor para todos nós é Òrúnmìlà-Ifá aquele que Olódùnmarè permitiu que fosse a testemunha da criação de tudo o que na terra existe, portanto o “guardião dos segredos”, que estava presente em nossa criação primeira e também a cada vez que aqui retornamos no processo de evolução.
Òrúnmìlà-Ifá, portanto é aquele que através do jogo divinatório fala o seu passado, seu presente e seu futuro. É o código decifrado do destino individual de cada ser humano, que trazemos quando nascemos, sendo um culto específico onde os portadores desta sabedoria são chamados de Bàbáláwò, “o Pai dos Segredos”.
No Culto a Ifá, os Bàbáláwò são pessoas escolhidas pela divindade através do jogo de Opele-Ifá, pois necessitam reunir em sua personalidade um caráter compatível com a missão que será desenvolvida, e onde não é permitido a traição, a falsidade, o orgulho, a vaidade, tendo que reunir uma forma de caráter muito especial, além da inteligência, para ser um iniciado. Neste Culto as pessoas não se candidatam a Bàbáláwò. Na África, após o nascimento de uma criança ela já é levada a um Bàbáláwò para que os pais saibam o que será melhor para o seu destino, e desta forma encaminhada para a missão na qual nasceu. Os escolhidos, quando atingem a idade necessária são encaminhados então ao templo e ali com os anciãos serão iniciados no culto e passam a adquirir o conhecimento dos segredos, a conduta necessária para que nunca percam este poder e a forma de como ajudar aos outros em qualquer tipo de aflição.
Dentre estes escolhidos, alguns serão encaminhados para ser Bàbáláwò, e outros para ser o Omo-Ifá, aqueles que acompanharão o Bàbáláwò em tudo o que fizerem, mas que nunca poderão atingir ao grau maior da sabedoria embora esteja presente e ciente de todos os rituais sagrados. Este código será decifrado através dos 16 Odù, que são os 16 Òrìsà primordiais, ou seja, o retrato de nosso caminho na terra que podem ser multiplicados por mais 16 e assim por diante, podendo chegar a 23.368 poemas de Ifá, retratando todas as formas emocionais e os problemas adquiridos pelo ser humano. Para cada caminho (destino) existem inúmeras rezas e ensinamentos passados oralmente ao iniciado permitindo com isto que além de conhecer nosso sofrimento apresente também a sua solução. Olódùnmarè não nos deixaria aqui somente para sofrer e andarmos desgovernados, isto não está incluso na lógica da criação, a única coisa é que o poder do conhecimento não pode estar nas mãos de qualquer um, uma vez que os níveis do caráter humano não são iguais, e que na maioria das vezes as pessoas vão moldando sua forma de ser de acordo não com o seu código interior, mas sim refletindo a força externa da sociedade em que vive.
Este treinamento requer muitos anos, de prática, rituais, e absorção do conhecimento, até que recebam de seus anciãos a autorização final para também desempenhar a função de Bàbáláwò.
Os Bàbáláwò adquirem poderes e como a própria tradução diz “Guardião dos Segredos”, seus poderes sobrenaturais são inúmeros e chegam além da morte, pois dentro dos ensinamentos aprendem a manipular poções e magias que podem curar inúmeras doenças, trazendo vida às pessoas muitas vezes desenganadas pela ciência comum. Além da cura, eles têm conhecimentos no preparo de magias para que tenhamos proteção contra a violência, acidentes, alcançarem a prosperidade, resolver casos amorosos, trabalhando com as folhas (Ewé), conseguem passar de um elemento para o outro o campo das energias em prol da felicidade do ser humano.
No campo espiritual eles podem ouvir a palavra dos ancestrais, em qualquer lugar do mundo, pois conhecem a língua sagrada. Seus conhecimentos permitem que interrompam o ciclo de uma criança Àbíku ( que nascem e morrem em poucos dias, ou que sobrevivem sob o perigo da morte constante), evitando novo sofrimento para seus pais, assim como o culto a Egbe ( grupos espirituais que ficam no astral para atrapalhar as pessoas). Cultuando as Ìyáàmi Osoronga, (as Mães Feiticeiras), podem se transportar de um local para outro, e vir à presença dos mortos que vivem junto de nós.
Fonte: asseomodura
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Respostas para todas as Perguntas...
O problema não é você fazer perguntas; o problema está onde você vai buscar respostas.
Acreditamos que Orunmilá é o único que pode nos dar respostas possíveis
para as dúvidas do nosso cotidiano e até mesmo para as questões mais
existenciais.
A palavra de Orunmila nunca vai ao chão por uma questão muito simples. Ele é o testemunho da criação. Numa analogia cristã, poderiamos dizer que Olodumare seria algo próximo ao Espírito Santo, componente da Santíssima Trindade. Muitas pessoas não conseguem entender a religiosidade de matriz africana como monoteísta, mas ela é. Olófin, Olodumare e Orunmila, são os elementos constituintes e a base fundante do universo e da cosmovisão Yorubá. Olófin, o Ser Supremo que determina o ser e estar; Olodumare como o que define as ações e Orunmila como aquele que traz ao ser humano as palavras e conselhos para um ser e estar melhor neste mundo.
Orunmila e, portanto, o Culto de Ifá é para todas as pessoas, de qualquer lugar do mundo, praticantes de qualquer religião. Pois Ifá, paira acima das religiões, dando-nos, na verdade, não apenas as respostas espirituais que qualquer religião busca dar, mas dando-nos a CERTEZA daquilo que fomos buscar.
Nós, ao conhecermos Ifá, aprendemos que as decisões em nossas vidas precisam sempre estar calcados no que determina Orunmila pois, sendo ele o detentor de todas as respostas, é também aquele que sabe todas as perguntas. Assim, erramos menos, somos mais felizes, nos encontramos com nós mesmos, e damos fim àquela clássica angústia que nos faz perguntar o tempo todo o que estamos fazendo aqui.
Viva Ifá, viva Orunmilá, viva o Culto de Ifá que é o mais antigo de todos os Oráculos e o mais preciso em todas as respostas.
Iboru, Iboya, Iboshishe!
A palavra de Orunmila nunca vai ao chão por uma questão muito simples. Ele é o testemunho da criação. Numa analogia cristã, poderiamos dizer que Olodumare seria algo próximo ao Espírito Santo, componente da Santíssima Trindade. Muitas pessoas não conseguem entender a religiosidade de matriz africana como monoteísta, mas ela é. Olófin, Olodumare e Orunmila, são os elementos constituintes e a base fundante do universo e da cosmovisão Yorubá. Olófin, o Ser Supremo que determina o ser e estar; Olodumare como o que define as ações e Orunmila como aquele que traz ao ser humano as palavras e conselhos para um ser e estar melhor neste mundo.
Orunmila e, portanto, o Culto de Ifá é para todas as pessoas, de qualquer lugar do mundo, praticantes de qualquer religião. Pois Ifá, paira acima das religiões, dando-nos, na verdade, não apenas as respostas espirituais que qualquer religião busca dar, mas dando-nos a CERTEZA daquilo que fomos buscar.
Nós, ao conhecermos Ifá, aprendemos que as decisões em nossas vidas precisam sempre estar calcados no que determina Orunmila pois, sendo ele o detentor de todas as respostas, é também aquele que sabe todas as perguntas. Assim, erramos menos, somos mais felizes, nos encontramos com nós mesmos, e damos fim àquela clássica angústia que nos faz perguntar o tempo todo o que estamos fazendo aqui.
Viva Ifá, viva Orunmilá, viva o Culto de Ifá que é o mais antigo de todos os Oráculos e o mais preciso em todas as respostas.
Iboru, Iboya, Iboshishe!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Orumila... Orula...

Orunmila ou Orula (apelido dado a ele na América Latina) é o Orishá da
adivinhação, o oráculo supremo. É o grande benfeitor da humanidade e seu
principal conselheiro. Ele revela o futuro através dos segredos de Ifá.
É também um grande curador e quem ignora seus conselhos pode sofrer as
consequências do que poderá acontecer, pois Orula sabe o destino de
todos.
Orula representa a sabedoria, a inteligência, a malícia e
a astúcia que sobrepõem o mal. Quando Olodumare criou o Universo, Orula
estava ali como testemunha. É por isso que ele conhece o destinho de
tudo o que existe. É por isso que lhe chamam de eleri-ipin ibikeji
Olodumare (Testemunha de toda a criação de Olodumare).
"Orula elerí ipín
Iré keji Olodumare Onatumo agbedebeyo
Alapa siyan iwi Oduduwa
Aché ishe miní, Orula somo somo
Orula Iboru, Orula Iboyá, Orula Ibosheshé"
Orula é o primeiro profeta da religião Yorubá enviado por Olodumare
para fiscalizar os nascimentos, a vida e o desenvolvimento dos seres
humanos e outras espécies. Adinho e dono dos Oráculos por excelência e
interpretador de Ifá. Esteve na terra como profeta com os 16 ancestrais
celestiais (Os Meyis de Ifá), entre o ano 2000 e 4000 AC. Seu culto
provém de Ilé Ifé e seu nome provém do Yorubá Òrúnmìlà ("Só o céu
conhece quem se salvará") .
Personifica a sabedoria e a
possibilidade de influir sobre o destino. Quem não acata os conselhos
de Orula, sejam homens ou Orishás, podem ser vítimas dos Osogbos que
possam estar em seus destinos. Inseparável amigo de Shangó, quem lhe
proporcionou com permissão de Olófin o dom da adivinhação e de Eshú, seu
fiel aliado. Orula forma uma importante trindade com Olófin e Oduduwá .
Só aqueles elegidos por ele podem entrar em seu culto através de "a mão
de Orunmilá" (Awó Fakan) para os homens e Iko Fá para a mulheres que
são consideradas mulheres de Orunmilá e recebem o nome de Apetebi, sendo
essa a maior e mais importante consagração que uma mulher recebe no
culto de Orula. No caso dos homens podem chegar a ser, se assim Orula
decidir, sacerdotes e receberão o nome de Babalawos.
Orula tem
o conhecimento das coisas secretas do ser humano e da natureza, assim
como o conhecimento acumulado sobre a história da humanidade. No plano
humano representa a espiritualidade de todos os Awós ni Orunmilá que já
morreram. É o orishá detentor e intérprete dos Odús do oráculo de Ifá.
Não se assenta na cabeça e só se comunica através de seu oráculo (Opelé
ou Ikins). Goza do privilégio de conhecer o princípio e origem de todas
as coisas, incluindo os Oshas e Orishás. Permite que o homem conheça
seu futuro e influa sobre ele. Está muito relacionado com Eshú e Osun ou
Ozun (Não é Oshún é um outro Orishá).
Orula está presente no
momento em que o espírito vai encarnar em um indivíduo e está elegendo
seu destino. Representa a segurança, o apoio e o conselho ante a
insegurança da vida. Com sua ajuda tudo é possível. Seus sacerdotes
poderão ser os melhores líderes, os mais místicos e mais sábios. Eshú é o
seu ajudante. O sacerdócio do Orishá Orula existe no mesmo conceito em
que pode existir o sacerdócio a outros Oshas e Orishás com a diferença
de que babalawo é um título exclusivo para homens e esses não entram em
transe. As mulheres podem chegar a consagração de Ikofá ni Orunmilá e
tem o privilégio de serem escutadas com maior "atenção" do que os
homens, pois as mulheres iniciadas se tornam Apetebis, ou seja, mulheres
ou esposas de Orunmilá as quais ele trata com muito carinho. Seus
sacerdotes não entram em transe e não podem tirar caracóis (Meridilogun
ou Búzios), somente Opelés e Ikins.
Suas cores são o verde e o amarelo. Se saúda: Orula Iboru Orula Iboya Orula Iboshishe!
Quando Obbatalá concluiu a criação do primeiro homem, Olófin convocou a
todos os Orishás para que estivessem presentes na cerimônia de dar-lhe o
sopro vital. Todos se ajoelharam e inclinaram a cabeça naquele momento
sagrado, mas só Orunmilá, o qual Olófin tomou como ajudante por sua
reputada seriedade e sabedoria, pode ver como Olófin punha o Eledá
(Orishá de cabeça) no Orí dos humanos.
Terminada a cerimônia
celebraram o acontecimento, então Olófin disse: Só Orunmilá foi
testemunha da ação que realizei, por isso quando o homem quiser conhecer
o seu Eledá, Orunmilá será o único que poderá comunica-lo".
Orunmilá Iboru Orunmilá Iboya Orunmilá Iboshishe!
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Consulta de Ifá

Este mito fala sobre o retorno final de òrúnmilà para o òrun, ficando
os Ikin como seus representantes na Terra. Tem inicio num determinado
tempo, quando Òrúnmilà ainda não possuía filhos e seus oponentes o
recriminavam: “Bàbá ò ní bí omo ni ife.”[“O pai que não tem filhos em
Ifé”]. Mas estavam enganados, pois mais tarde ele veio a ter oito
filhos que se tornariam reis em várias cidades yorubás.
O primeiro
filho foi denominado Alárá, o rei da cidade de Ará; o segundo foi
Ajerò, rei de Ìjerò; o terceiro, Olóyémoyin, rei da cidade de Oyé; o
quarto, Alákegi; o quinto, Óntagi-òlélé, rei de Ìtagi; Eléjèmòpé, de
Ìjèlú; Owaràngún-àga, título de sacerdotes de Ifá; e Olówò, rei de
Òwò.
Òrúnmìlá sentiu-se realizado, e, por ocasião de uma grande
solenidade, quando celebrava um ritual, mandou chamar seus filhos.
Atendendo ao chamado, todos prestaram obediência ao pai, saudando-o com a
expressão: “Àborúboye bo síse”. [“Que os rituais sejam abençoados e
aceitos.”]. Apenas Olówó se recusou a saudar Òrúnmilà. Além disso,
ele estava todo vestido de forma idêntica ao pai, o que significava uma
afronta e desrespeito à autoridade paterna.
Òrúnmilà exigiu que ele dissesse as mesmas palavras que os irmãos, mais ele se recusou, permanecendo de pé e dizendo:
“Òrúnmilà, você se veste com a roupa òdùn, e eu me visto com a mesma
roupa; você empunha o òsùn feito de bronze, também tenho o meu cajado
de bronze; suas sandálias são de bronze, as minhas também são; você
usa uma coroa, e eu também. Assim, uma cabeça coroada não se curva para
outra cabeça coroada.”
Diante do que esta vendo – uma total
afronta à sua autoridade -, Òrúnmilà se enfureceu e arrancou o òsùn das
mãos de Olówó, o que significava a cassação da autoridade. Mas não
ficou apenas nisso. O fato levou Òrúnmilà a se retirar do plano
terrestre e retornas ao òrun. O resultado foi a fome, a peste, as
doenças, a esterilidade, pois Òrúnmilà representava o príncipio da
ordem, da sabedoria, da fertilidade. Sua partida levou a Terra a um
colapso, ameaçando a extinção humana.
Os habitantes da Terra se
viram clamando pela sua volta. Os rios secaram, os doentes continuaram
enfermos, as espigas de milho brotavam, mas não amadureciam.
Sacrificios foram feitos, mas sem resultado algum. Pediram que os
filhos intercedessem pelo seu retorno a fim de restaurar a ordem das
coisas.
Diante disso, os filhos foram até o òrun para pedir que o
pai voltasse. Rogaram e recitaram preces de louvore. Mas o pai, mesmo
com a decisão já tomada, ordenou-lhes os dezesseis Ikin, os coquinhos
sagrados de Ifá, dizendo-lhes: “Quando chegarem em casa, se desejarem
possuir dinheiro, serão esses Ikin que deverão consultar; se desejarem
esposas e filhos, serão esses Ikin que deverão consultar.”
Fazendo
um determinado ritual, Òrúnmilà reassumiu sua autoridade, colocando-se
como a ligação entre o òrun e o àiyé. Deixou de herança a seus filhos e
discípulos o sistema de adivinhação que permitiria invoca-lo em todos
os momentos necessários
IBORU, IBOYA, IBOSHESHE
"Onde Olófin prendeu todos os babalawos"
Olófin sentenciou aos babalawos, à serem presos e decapitados.
Somente ficou faltando ORUMILA "Ogunda Meyi", porque estava dando comida à sua cabeça e fazendo ebbó.
Os animais sacrificados foram cozidos e colocados numa bolsa com outros axés.
Partiu em direção à casa de Olófin, no meio do caminho sentou-se
embaixo de uma árvore e viu uma mulher na beira de um rio, que falou:
Cuidado veio parindo uma bananeira ( falou em parábolas).
A mulher lhe disse que havia muitas ciladas pelo caminho.
ORUMILA "Ogunda Meyi" lhe deu uma galinha e lhe perguntou o seu nome, esta responde: IBORU
IBOYA
Seguindo o seu caminho ORUMILA "Ogunda Meyi" encontrou-se com outra mulher cortando lenha que ao vê-lo falou:
Que todos os Babalawos ficaram presos, tenha cuidado!
Orumila tirou de sua bolsa uma galinha e deu a mulher de presente e perguntou seu nome, e ela respondeu: IBOYA IBOSHESHE
Ogunda Meyi se despediu da segunda mulher e seguiu seu caminho, mais na frente encontrou a terceira e última mulher.
Esta lhe disse que Olófin desejava casar sua filha, Ogunda Meyi lhe deu
de presente uma galinha e perguntou o nome dela e esta
respondeu:IBOSHESHE
Ogunda Meyi chegando à casa Olofin lhe falou que
o estava esperando para fazer um jogo (osode), porque tenho em uma
parente grávida, e gostaria de saber qual ebó seria necessário para que a
mulher parisse bem.
Ogunda Meyi que sabia da cilada lhe respondeu:
Não precisa ebo, porque a bananeira não pode parir, descoberto o
segredo de Olofin, além disso lhe falou que mantinha presos todos os
demais babalawos, e deberia soltá-los rapidamente em seguida para poder
salvar-se e que ele também desejava casar a sua filha.
Olófin desconcertado e vendo que tudo era verdade libertou à todos os babalawos.
Ao sair Ogunda Meyi lhe disse que isto havia acontecido por desobediência por dar de comer a sua cabeça e fazer ebbó.
Agradecido Olófin disse Odupe O.
Porém Ogunda Meyi sabia da cilada, pois as três mulheres o avisaram.
Orunmilá tomou as três mulheres como esposa e lhe disse que deste dia em
diante deveria dizer:
IBORU, IBOYA, IBOSHESHE
domingo, 29 de abril de 2012
Capricornianos.... simplesmente... capricornianos...
CAPRICÓRNIO
Esses calmos capricornianos
Adoram a solidão
Onde se recolhem
E guardam sua emoção...
Podem parecer frios
Não demonstram o que sentem
Mas amam intensamente...
Jamais esquece um grande amigo
E estes levam pra vida toda
Ah! Capricornianos
Adoram estar por cima
Mas jamais passam sobre ninguém
Porque sua melhor qualidade
Está na lealdade que têm.
Esses calmos capricornianos
Adoram a solidão
Onde se recolhem
E guardam sua emoção...
Podem parecer frios
Não demonstram o que sentem
Mas amam intensamente...
Jamais esquece um grande amigo
E estes levam pra vida toda
Ah! Capricornianos
Adoram estar por cima
Mas jamais passam sobre ninguém
Porque sua melhor qualidade
Está na lealdade que têm.
terça-feira, 17 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
MÁXIMAS DE IFÁ
Ení da ilè á bá ilè lo
(Aquele que viola a confiança mútua sofrerá graves conseqüências)
A d’ífá fún àgbààgbà mérìndínlógún
(Adivinhação de Ifá para os 16 ancestrais ilustres)
Wón nrelé Ifè wón nlo rèé toró ógbó
(Eles andavam pela cidade de Ifè a perguntar)
Àwon lè gbó àwon lè to bi Olódùmarè tí rán won ni wón dá Ifá sí
(Viveremos tanto tempo como declarou Olódùmarè, era a pergunta deles para Ifá.)
Wón ní wón a gbó, won a tó sùgbón kí wón pa ìkìlò mó.
(Eles tinha chegado à maturidade, eles eram educados mas lutavam por ser os primeiros a saber)
Ifá ní:
(Ifá disse:)
1) wón ní kí wón ma fi èsúrú pe èsúrú
(ele – Ifá - avisou não chamem èsúrú por èsúrú)
2) wón ní kí wón ma fi èsúrú pe èsúrú
(ele avisou não chamem èsúrú por èsúrú)
3) wón ní kí wón ma fi odíde pe òòdè
(ele avisou não tratem odíde por òòdè)
4) wón ní kí wón ma fi ewé Ìrókò pe ewé Oriro
(ele avisou não digam que folha de ìrókò é folha de oriro)
5) wón ní kí wón ma fi àimòwè bá won dé odò
(ele avisou não queiram nadar se não conhecem o rio)
6) wón ní kí wón ma fi àìlókó bá won ké háin-háin
(ele avisou não sejam orgulhosos e não sejam egocêntricos)
7) wón ní kí wón ma gba onà èbùrú wo’lé Àkàlà
(ele avisou não entrem na casa de Àkàlà com más intenções ou falsidades)
8) wón ní kí wón ma fi ìkóóde nu ìdí
(ele avisou não usem penas sagradas como papel higiênico - para limpar-se)
9) wón ní kí wón ma su sí epo
(ele avisou nunca defequem sobre o azeite)
10) wón ní kí wón ma tò sí àfò
(ele avisou não urinem onde se fabrica azeite)
11) wón ní kí wón ma gba òpá l’ówó afójú
(ele avisou não tirem a bengala de um cego)
12) wón ní kí wón ma gba òpá l’ówó ògbó
(ele avisou não tirem a bengala de um velho)
13) wón ní kí wón ma gba obìnrin ògbóni
(ele avisou não se envolvam com esposas de um nobre)
14) wón ní kí wón ma gba obìnrin òré
(ele avisou não se envolvam com a esposa de um amigo)
15) wón ní kí wón ma s’òrò ìmùlè l’éhìn
(ele avisou não falem demais)
16) wón ní kí wón ma sàn-án ìbàntè awo
(ele avisou não se envolvam com a esposa de um Babaláwo)
Wón dé’lé ayé tán ohun tí wón ní kí wón má se wón nse
(quando os ancestrais chegaram em suas terras "não" fizeram todas as coisas que lhes fora mandado fazer)
Wón wá bèrè síí kú
(e eles começaram a morrer, um por um)
Wón fí igbe ta, wón ní Òrúnmìlà npa wón.
(então começaram a dizer que Òrúnmìlà era um assassino.)
Òrúnmìlà ní òun kó l’óún npa wón
(Òrúnmila disse que não era ele quem estava matando os velhos)
Òrúnmìlà ní àìpa ìkìlò mó o won ló npa wón
(Òrúnmìlà disse que eles estavam morrendo porque não cumpriram os mandamentos de Ifá)
Àgbà re d’owó re.
(os velhos deveriam comportar-se com honra e obedecer aos Seus mandamentos.)
Conclusão:
Muitos andam pela vida sem rumo e acabam indo buscar os conselhos de Ifá. Este era o caso dos ancestrais que buscaram cobrar de Ifá a promessa feita por Deus, que dava a eles uma vida longa.
Assim Ifá advertiu:
1. Não digam o que não sabem (èsúrú pode ser tanto uma conta sagrada como um nome de uma
pessoa);
2. Não façam ritos que não saibam fazer (novamente avisa não troquem a conta sagrada pelo
nome);
3. Não enganem as pessoas (trocando a pena de papagaio por morcego);
4. Não conduzam as pessoas a uma vida falsa (mostrando a folha de ìrókò e dizendo que é folha de oriro);
5. Não queiram ser uma coisa que vocês não são (não queiram nadar se vocês não conhecem o rio);
6. Não sejam orgulhosos e egocêntricos;
7. Não busquem o conselho de Ifá com más intenções ou falsidade (Àkàlà é um título usado para Òrúnmìlà);
8. Não rompam (não mudem) ou revelem os ritos sagrados, fazendo mal uso deles;
9. Não sujem os objetos sagrados com as impurezas dos Homens; busquem nos ritos sagrados somente coisas boas;
10. Os templos devem ser lugares puros, onde a sujeira do caráter humano deve ser lavada;
11. Não desrespeitem ou inferiorizem os que têm maior dificuldade de assimilar conhecimentos ou deficiências no caráter, ajude-os a mudar;
12. Não desrespeitem os mais velhos, a sabedoria está com eles, a vida os fez aprender;
13. Não desrespeitem as linhas de condutas morais;
14. Nunca traiam a confiança de seu semelhante;
15. Nunca revelem segredos que lhe são confiados; falar pouco e somente o necessário demonstra sabedoria;
16. Respeitem os que possuem cargos de responsabilidade maior; o Babaláwo é um Pai, portanto, é devido grande respeito aos Pais.
Mas os ancestrais não cumprem as determinações de Deus, trazidas e mostradas por Òrúnmìlà.
Deus usa os Òrìsà para advertir o Homem, mas não obtém sucesso. O Homem não ouve os conselhos.
Mesmo assim, em erro, o Homem ainda acusa a Òrúnmìla. Mais uma vez não reconhecendo seus próprios erros. O Homem tem esse hábito, o de culpar os outros pelas suas maneiras erradas.
Diante de tais atitudes, Deus fica desobrigado de cumprir Sua palavra com o Homem,
permitindo então que o Homem morra idoso e venha a renascer jovem, para que uma nova caminhada de aprendizados se inicie, em outra vida, em outro lugar, e quem sabe assim, nessa nova etapa, o Homem aprenda os mandamentos de Ifá pondo fim a esse ciclo sofrido.
Assim se repetirão esses ciclos, até que o Homem aprenda a mudar, tornando-se um Egúngún Àgbà (Ancestral Ilustre) que recebe funções mais importantes no Òrun (no Além)!
(Texto retirado na internet - autor desconhecido)
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